OU SERÁ A CABEÇA?
Na última Assembleia Municipal, nos finais de Junho, registou-se uma situação no mínimo caricata, que quero partilhar com meus amigos e com a população de Alpiarça.
Vejamos… na parte final da Assembleia, existe um período para intervenções do público, e nesse período inscreveu-se a cidadã, Sónia Sanfona.
Foi-lhe dado 10 minutos para poder fazer a sua intervenção, tempo que foi respeitado pela mesma.
Depois de concluído o período do público intervir, dei a palavra ao Presidente da Câmara, Mário Pereira, para poder esclarecer as questões que foram formuladas.
Até aqui tudo dentro da normalidade, mas a determinado momento, verifiquei que existiam pessoas na sala a cronometrar o tempo do Presidente da Câmara, e um dos presentes (não a Sónia Sanfona, diga-se, para evitar equívocos), fez-se notar porque insistentemente estava com um braço no ar, a apontar para o relógio, insinuando que o Presidente da Câmara estava a ultrapassar o tempo que lhe estava determinado.
No dia seguinte constato que esse mesmo cidadão, através do Facebook, indignado, se urgia contra mim e contra o Presidente da Câmara, usando palavras injuriosas, como “cobardemente”. O cobarde seria eu. Este cidadão chama-se Eduardo Costa.
Outro cidadão, chamado Francisco Cunha, logo veio navegar na mesma onda, também a mostrar-se revoltado com a minha falta de democracia e de respeito.
Muito eu gostaria que esses cavalheiros me esclarecessem qual o tempo destinado às respostas dos Presidente nesse período.
Muito eu gostaria que esses cavalheiros me esclarecessem qual o tempo destinado às respostas dos Presidente nesse período.
Óbvio que tanto um como o outro apenas vieram dizer disparates e mostrar como são ignorantes no que respeita ao Regimento e à lei.
O Presidente da Câmara em diversos momentos tem o tempo estabelecido de acordo com o Regimento.
Mas acontece que no período de intervenção do público, quando lhe compete esclarecer, nem a lei nem o Regimento, estabelecem um limite de tempo para a sua intervenção.
E percebe-se porquê.
Não era possível prever quantos cidadãos iriam colocar questões; quantas perguntas eram feitas por cada cidadão, bem como não era possível prever a complexidade das respostas.
E na perspectiva da lei, aqui o que importa é o cabal esclarecimento do cidadão que coloca a questão, demore o tempo que demorar.
E na perspectiva da lei, aqui o que importa é o cabal esclarecimento do cidadão que coloca a questão, demore o tempo que demorar.
Logo, o Presidente da Câmara não ultrapassou o tempo que lhe estava destinado simplesmente porque não há tempo delimitado. Ninguém me ouviu avisar o Presidente sobre o tempo que tinha para responder, ao contrário do que faço em outras ocasiões.
A atuação desse cidadão e depois do outro, com um quadro que publicou, não tinham a mínima razão de ser.
Ignorância pura ou então uma quantidade elevada de má-fé.
É verdade que eu, logo no início do mandato, informei que para uma questão de gestão do tempo, iria ter como referência para a intervenção do Presidente, o somatório do tempo das intervenções de todos aqueles que lhe colocavam questões.
Apenas uma referência. O Presidente da Assembleia não pode estabelecer limites que nem a lei nem o Regimento estabelecem.
E porque tal nem seria possível.
Para melhor entendimento, imagine-se um cidadão fazer uma intervenção e dizer “Senhor Presidente, a situação financeira do Município está muito complicada, explique porquê”.
Demorou 5 segundos a colocar a questão. Será que eu poderia dar 5 segundos para o Presidente esclarecer a situação financeira do Município?
Quando nem a lei nem o Regimento estabelecem um limite de tempo.
O que existiu aqui, no meu entender, foi um grande equívoco.
Só consigo explicar a ocorrência da seguinte maneira.
Só consigo explicar a ocorrência da seguinte maneira.
A cidadã Sónia Sanfona que fez a intervenção no período do público, é também candidata a Presidente da Câmara.
Não sei por que carga de água alguns dos presentes, convenceram-se que estavam num debate da campanha eleitoral, e que eu devia respeitar a paridade de tempo.
Se a candidata Sónia Sanfona demorou 10 minutos, eu teria de limitar o tempo do outro candidato Mário Pereira, aos mesmos 10 minutos.
Um equívoco nem é grave, usar má-fé sim. Mas devo confessar que não ouvi qualquer reparo por parte da candidata à minha actuação naquela noite. Louve-se isso.
De alguns dos seus apoiantes sim.
Formalmente, naquela sala, naquela Assembleia, não existiam dois candidatos, existiam sim uma Munícipe de um lado, e o Presidente da Câmara do outro.
Não estávamos em campanha eleitoral, mas sim numa sessão da Assembleia Municipal.
Quer se goste, ou não.
ESTAMOS ENTENDIDOS?
Não estávamos em campanha eleitoral, mas sim numa sessão da Assembleia Municipal.
Quer se goste, ou não.
ESTAMOS ENTENDIDOS?

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