quarta-feira, 6 de setembro de 2017

A CULTURA E AS MENTALIDADES
A luta pela democracia na Igreja
Júlio Pratas


O Papa Francisco continua a sua nobre e difícil missão no sentido de renovar o pensamento da Igreja, de muitos católicos. Há no entanto quem se oponha a este espírito renovador. Forças dentro e fora da própria instituição. A coragem desde cedo demonstrada demitindo o Cardeal Bertone, antigo Secretário de Estado do Vaticano e poderoso chefe da ala mais conservadora da Curia Romana, foi seguida com a abertura e abordagem de problemas profundos da própria Igreja há muito conhecidos e escondidos da sociedade.
É evidente que proferir opiniões como “esta economia mata”, “globalização da indiferença”, ser pelos mais desprotegidos, posicionar-se contra um certo clericalismo, optando pela humildade e simplicidade, são ameaças para muita gente. Preservar a doutrina não tem de significar o que significou até hoje ou seja, conservar um conjunto de regras imutáveis, nossas (  deles), não acompanhando a sociedade, mantendo benefícios e mordomias, pouco de acordo com as palavras de Cristo, com a sua mensagem.
Francisco, a sua personalidade, carácter e carisma ainda tem muito a fazer com a ajuda de Deus. É pois necessário que os seus pensamentos sejam mais divulgados, mais acessíveis a toda a gente.
Para bem de todos.

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