segunda-feira, 18 de setembro de 2017

A CULTURA E AS MENTALIDADES
Não vale fazer batota na propaganda
Júlio Pratas

A campanha para as autárquicas está na rua.
As diferentes forças políticas, cada uma à sua maneira, apresentam as suas propostas ao eleitorado, a par de uma linguagem de alguns que se pauta muitas vezes pela agressividade e arrogância desnecessárias. Aparece propaganda em papel onde de uma maneira previsível, recorrente, repetitiva, se publicam fotografias do mau que os outros fizeram e do bem que nós fizemos.
Podem ser guardadas para futuras eleições.
Entendo tudo isto como natural, inócuo, vale o que vale. O lixo, as ervazinhas, a degradação dos imóveis, o estilo arquitetónico de algumas obras com nova denominação de um desconhecido “estilo do leste”. Coisa que não existe.
Num desses programas do PS e no conjunto das fotografias, existem duas que me despertaram a atenção. Não é política, é mesmo uma questão de gosto e de honestidade. As entradas Sul e Oeste de Alpiarça são retratadas por duas imagens de dois suportes de propaganda numa manifesta manipulação e falta de respeito pela sanidade mental dos Alpiarcenses. Reduzir uma fotografia que se presume abrangente da entrada em qualquer localidade a dois objectos esquecendo deliberadamente o conjunto é no mínimo falta de cuidado na escolha do material.
É serodiamente ridículo. Qualquer das entradas da vila é mesmo muito bonita.
A rotunda dos Patudos, o arvoredo, a barragem, a Casa Museu na sua beleza, a perspectiva cénica desta entrada, torna-a numa entrada muito bonita. A outra é igualmente bonita. A vala, a ponte, o Parque do Carril, o arvoredo, as flores, tornam o local, a entrada, igualmente bonita.
É evidente que as fotografias tiradas ao alcatrão, a um calhau, fazem parte da entrada, mas não são a entrada em Alpiarça.
Não era necessário chegar a este ponto.
Como diz o outro “é triste”, como digo eu:

É uma batota lamentável, e neste particular dispensável.

FOTO: J.Nascimento


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