OS
NARCISOS NÃO SÃO APENAS FLORES

Depois de ter lido no Facebook algumas notícias sobre
plágio e sobre narcisismo, e depois da última sessão da Assembleia Municipal,
que acabou cedo, cheguei a casa e fui procurar saber um pouco mais sobre os
narcisos.
E li algumas coisas interessantes.
Primeiro, quero
esclarecer que não me refiro a estas flores bonitas e cheirosas que vulgarmente
encontramos, mas aos outros.
Utilizo neste texto
palavras de alguns psicólogos que estudaram profundamente este assunto,
sobretudo Daniel Rijo.
Narciso é aquele que
aparenta ter excesso de confiança em si próprio, acha-se o máximo e pelo
contrário acha que todos os outros não passam de gente menor, menos competentes,
menos bonitos, menos inteligentes, etc.
A esta depreciação do
outro para, por contraponto, se elevarem a si próprios pode ainda juntar-se
traços de arrogância e atitudes altivas (“eu é que sei”).
Tudo não passa de uma tentativa de compensar
sentimentos de inferioridade.
No narcisismo, a confiança é uma máscara.
A origem do mito do Narciso tem a ver com o
excessivo amor de alguém pela sua própria imagem. Na versão do poeta romano
Ovídio, Narciso era um jovem que, ao ver-se reflectido num espelho de água, apaixonou-se
por essa imagem e ficou a olhar para ela, até morrer.
Tal como Narciso no mito, precisam de
espelhos que lhes devolvam imagens inflacionadas de si próprios. Por isso, há
uma dependência extrema do exterior.
Psicólogo Daniel Rijo acrescenta: “Estão
constantemente a rebaixar os outros para se engrandecerem: fazendo este jogo,
são os maiores.”
Têm medo de falhar. Quando alguma coisa não
corre bem, a culpa é dos outros. Quando corre bem: [Fui] ‘eu, eu eu.’
Alguns não têm escrúpulos, não têm valores
éticos, morais.
Segundo Daniel Rijo. “A pessoa não percebe
que o problema está nela.
O Narcisismo faz parte da Classificação Internacional de Doenças,
da Organização Mundial da Saúde,
Quando se pergunta a dois psicólogos
portugueses, em momentos separados, como podemos proteger-nos de um narcísico,
as respostas coincidem.
“Apenas não o deixando chegar muito perto”,
diz Isabel Leal.
“Afastando-nos!”, diz Daniel Rijo.
Agora se me perguntarem qual a razão por que escrevi
este texto, só posso responder:
Escrevi porque me apeteceu.


Sem comentários:
Enviar um comentário