quarta-feira, 6 de setembro de 2017



AMAR ALPIARÇA

Acho linda esta página (Blog "Amigos de Alpiarça" e todas as páginas que mostram o amor à nossa terra, amor a Alpiarça, por parte de quem as escreve.
Quer seja no Facebook, como é o caso concreto, quer seja em Blogues.
Certas fotografias, certas histórias aqui contadas, chegam a emocionar-me, pelos afetos, pelas memórias, de uma terra linda, e de um povo lúcido, lutador, sacrificado, trabalhador e que recebe tão bem.
Certas fotografias, umas antigas, históricas, outras recentes, modernas, mas iguais naquilo que pretendem transmitir.
Acredito que para os Alpiarcenses que vivem, fora de Alpiarça, eventualmente no estrangeiro, ainda sentem com mais emoção que eu, as palavras bonitas sobre a sua terra.
Ajuda a matar as saudades.
Saúdo o António Centeio por frases como “Alpiarça, terra amada, terra de paixões, terra mais linda do mundo” ou  “Alpiarça, terra de magia” ou ainda “Para quem ama Alpiarça, a terra mais linda do mundo”, entre outras, e pela sensibilidade que mostra em certas fotografias que coloca ou que deixa outros colocarem.
E por conseguir que uma página que é sua, ao fim e ao cabo de todos que amam Alpiarça, esteja protegida de escritos por parte de pessoas que não amam a nossa terra.
Acho triste, principalmente, que alguns Alpiarcenses não hesitem se necessário em transmitir ideias negativas sobre a sua terra.
É uma terra suja, feia, insegura e onde não há liberdade.
E o povo de Alpiarça é burro.
Nada mais diferente da verdade e da realidade.
Alpiarça é uma terra pequena, é verdade, mas tem o equilíbrio entre viver numa pequena cidade e o viver numa aldeia.
Alpiarça tem o Museu mais importante do nosso distrito, eventualmente o segundo maior a nível nacional, não pertencente ao Estado.
Alpiarça tem um passado que se perde nos tempos, com relevantes estações arqueológicas distribuídas por vários espaços.
Temos o Tejo, a mossa Vala, tão ligada também à nossa história, temos o Paúl da Goucha, e agora temos a albufeira dos Patudos, local aprazível, tão visitado por nossos vizinhos.
Temos significativas infra estruturas desportivas, de realçar a pista de ciclismo, uma das poucas existentes no nosso país, “O nosso desporto, o nosso orgulho”, que nos encheu de troféus acumulados nos “Águias” e que divulgou o nome de Alpiarça, por todo o país.
Temos nos dias de hoje muitos atletas de eleição, nas mais diversas modalidades, de realçar o Olímpico Miguel Arraiolos.
Temos uma paisagem linda sobre a lezíria, campos agrícolas, vinhedos fartos, que historicamente se enchem de água e de suor.
Temos uma excelente gastronomia, uma doçaria ímpar, um vinho de ótima qualidade e o melhor melão do mundo.
Mesmo que assim não seja, para nós Alpiarcenses, tem de ser.
E uma terra com muita história, como já falei desde os tempos mais antigos, pela cultura migrante dos Avieiros, pelo nosso contributo através de José Relvas e outros, na implantação da Republica.
E temos a Alpiarça resistente na luta antifascista, que tantas vítimas provocou, mas também com um grande contributo para a nossa liberdade.
Uma terra de heróis.
Por muitas que possam ser as divergências legítimas entre os Alpiarcenses após 1974, deve ser um ponto consensual e de grande orgulho, esta importante faceta do nosso povo para a história nacional.
Alpiarça foi um dos três únicos concelhos do país, a par do Barreiro e da Moita, onde nas últimas eleições Marcelistas, venceu a oposição.

Onde estavam outros que agora nos querem dar lições de democracia? 
Que sabem eles de liberdade ou da falta dela?



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